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São Paulo, 12/12/2008 às 02h00

Estadão lança livro sobre mordaça na ditadura

Livro-reportagem é de autoria do jornalista José Maria Mayrink

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Livro_ditadura_EstadãoOs anos de chumbo da ditadura militar no Brasil foram ainda mais rigorosos para a imprensa. Censores sufocaram a liberdade de informação, com cortes de matérias, pressões e prisões de jornalistas. O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde foram os únicos jornais diários que tiveram presença física constante dos censores nas redações.

Como forma de lembrar à geração atual e não deixar que as futuras esqueçam esse período, o Estadão lançou, em concorrida noite de autógrafos na Livraria Cultura - Avenida Paulista, 2.073, em São Paulo -, o livro-reportagem Mordaça no Estadão, de autoria do jornalista José Maria Mayrink.

"A iniciativa do livro é uma contribuição à memória do País, especialmente para as novas gerações, e à preservação dos valores da liberdade de expressão", diz Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado.

Para a confecção do livro, José Maria Mayrink ouviu depoimentos de mais de 40 testemunhas, em sua maioria jornalistas que trabalharam nas redações do Estadão e do JT na época. São reproduzidas dezenas de páginas com o material censurado - textos, fotos e charges - que era substituído por poemas (no Estadão) e receitas culinárias (no JT). O jornalista tentou também ouvir alguns dos censores que atuaram nas redações, mas nenhum quis falar.


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