São Paulo, 01/03/2010 às 13h10
Novo projeto deixa Folha mais fácil de ler
Mudanças gráficas estudadas há mais de seis meses estreiam em maio e devem tornar jornal mais acessível e agradável
Folha de S. Paulo
A Folha de S. Paulo circulará com visual diferente a partir de maio. Está em fase final de ajustes uma reforma gráfica do jornal que tem entre seus objetivos apresentar um produto mais legível e agradável ao público.
As mudanças, que serão também acompanhadas por mudanças no âmbito do conteúdo, estão sendo pensadas como um instrumento para caminhar rumo a um jornal que seja mais sintético na sua forma e mais analítico no seu conteúdo - mais ágil, mais necessário, mais leve e mais sofisticado.
Segundo Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha, "ser mais legível, interessante e útil se tornou um imperativo" num ambiente marcado pela oferta cada vez maior e caótica de informações.
A equipe envolvida na reforma gráfica começou a trabalhar há seis meses, em setembro de 2009, sob a direção da designer Eliane Stephan. Ela conta com a colaboração do designer da Folha Jair de Oliveira e do coordenador editorial da reforma, jornalista Naief Haddad, além de outros 16 profissionais de arte subordinados ao editor de área, Fábio Marra.
Stephan foi responsável pela reforma realizada em 1996, quando a impressão do jornal passou a ser feita totalmente em cores. Ela destaca que o conforto na leitura e a legibilidade do jornal estão intimamente associados ao cuidado com a tipografia. "No Brasil, a Folha foi a grande precursora da onda de desenho de fontes para jornal e a primeira a usar typedesigners e novas tecnologias no início dos anos 1990", diz.
Na reforma atual, o designer holandês Lucas de Groot está redesenhando a fonte de títulos criada por ele especialmente para a Folha em 1996. A fonte de texto e uma terceira família tipográfica foram desenhadas pelos designers Erik Spiekermann, de Berlim, e Christian Schwartz, de Nova York.
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