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Paris, 03/05/2010 às 11h43

Repórteres Sem fronteiras divulga lista de "predadores" da liberdade de imprensa

Líderes do Irã, Líbia, Rússia e Cuba são alguns dos 40 integrantes citados no documento

Efe/Folha Online

Os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; da Líbia, Muammar Gaddafi; da Rússia, Vladimir Putin; e de Cuba, Raúl Castro, são alguns dos 40 integrantes da lista de "predadores" da liberdade de imprensa elaborada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgada neste domingo (2).

Também fazem parte da lista presidentes como o da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; de Ruanda, Paul Kagame; do Zimbábue, Robert Mugabe; da China, Hu Jintao; e da Síria, Bashar Al Assad.

Além disso, a lista negra da RSF deste ano inclui organizações criminosas como a organização terrorista ETA, as máfias italianas, o grupo paramilitar "Águias Negras" da Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e os cartéis do tráfico de drogas no México.

No total, são 40 políticos, dirigentes de instituições do Estado, chefes religiosos, milícias e organizações criminosas "que atacam diretamente os jornalistas, que fazem da imprensa seu inimigo preferido", segundo o comunicado divulgado pela organização.

São "poderosos, perigosos, violentos, estão acima das leis" e, em muitos casos, repetem sua presença na classificação de "predadores" que a RSF divulga anualmente desde 2001 junto com o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Não estão na lista de 2010 nomes como o do chefe dos serviços de inteligência da Somália, Mohammed Warsame Darwish, recentemente destituído, e do SSS, o serviço de segurança do Estado da Nigéria.

No caso do Iraque, a RSF ressalta que a situação dos profissionais da informação "melhora aos poucos" e lembra que "a violência afeta mais a população em geral, e menos os jornalistas em particular".

Um pouco mais ao sul, no Golfo Pérsico, o presidente do Iêmen, Ali Abdulah Saleh, estreia na lista, assim como as milícias privadas das Filipinas.

O mulá Mohammed Omar, chefe dos talebans, ganhou um lugar na lista por sua "guerra santa contra a imprensa livre, uma guerra de ocupação do espaço midiático".

O mesmo ocorre com o presidente da Tchechênia, Ramzan Kadyrov, que recebe a reprovação da RSF por "seus pontos de vista falsamente condescendentes sobre a liberdade de imprensa" que "não enganam ninguém".


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